sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A luz reveladora da ciência

Poema dedicado à todos aqueles que buscam incansavelmente a verdade por mais frustante que ela possa parecer, àqueles que centram suas vidas na busca pela ética universal e não pela felicidade a qualquer preço, àqueles que se emocionam diante desse maravilhoso Universo e buscam através das 'ferramentas matemáticas' decifrá-Lo, àqueles que transcenderam suas culturas, tempo e espaço e rumaram para o Infinito.

"EU LHE DESEJO UM MUNDO LIVRE DE DEMÔNIOS E CHEIO DE LUZ"
 (Carl Sagan)


Agora que me contaram
Justamente agora
Depois do Sol se pôr.

Demoraram muito.
Porque não na tarde?
Esperaram a escuridão.

Ocultaram sempre
E querem hoje remissão.
Só pedi a verdade!

Deram-me esperanças,
Falsas esperanças!
Agora me afagam?

Ontem pediram minha cabeça,
Hoje meu coração,
Amanhã nem sei.

Não darei nada de mim.
Ludibriarem é o que sabem,
Agora é tarde!

Só há a lua,
Contentem-se com ela.
O Sol não terão!

Se cansou de esperar,
De rodear-lhes,
E receber insultos.

Agora que lançaram
Sua semente ao solo
Fertilizaram o ciclo.

Pensamos que superariam
A rotina dos outros
Mas são iguais!

Tolos demos honras.
Caindo nas máscaras
Pensando na fusão.

Mas são iguais!
Dizem não ser,
Mas são iguais!

Por isso escondemos,
Não tornaremos.
É tarde!

Fiquem com o oculto,
Com a mentira
E seus medos.

Nós ficaremos
Com a luz,
Com o que somos!

Continuem no palco,
Usem as máscaras,
Dancem ao público!

Nós continuaremos
Nus e transparentes
Enfrentando moinhos!

Cultivem sua semente.
Ela germinou
E perpetuará o oculto.

Nós cultivaremos calor,
Abriremos o livro
Leremos em vós alta!

Chorem por nós,
Clamem nossa presença.
É tarde demais!

A fuga e a mentira
São parceiras.
É mais fácil assim!

A redoma terrestre
Em que vivem
É a realidade oculta.

Nossa realidade
É todo o cosmos
Vasto e preciso.

Orgulhem do ato impensado,
Inflem seus egos.
Aproveitem a noite!

Logo sua beleza irá.
A morte ceifará
Suas vaidades.

O que lhes restarão?
O oculto que criaram?
O medo da verdade?

A fuga da luz?
A escolha covarde?
O discurso hipócrita?

Porém nós seguiremos!
Na luz e no calor,
Nos campos intensos!

Como sempre seguimos,
Colapsaremos no verão
E disseminaremos.

Não a semente errante,
O produto da luxúria;
Dos impulsos.

Mas as partículas do início
Portando a verdade
Pura e lúcida!

Não somos atores,
Nem tão poucos oradores,
Ou defensores e acusadores.

Somos meras cordas!
Mas cordas que vibram!
Ressoantes no vácuo.

Só apareceremos ao amanhecer,
De peito aberto
Com as dúvidas de sempre.

E com uma nova certeza
De que são trevas,
Despertam o que não podem.

E quando tarde se lamentam,
O ódio continuará,
Sempre emanará de vocês.

A amargura do oculto,
O peso do erro,
Vão pagar pela escolha!

Os fortes escolhem a luz,
A verdade e o amor!
Escolhem o que são!

Mas vocês?
Escolheram as trevas,
O palco dos hipócritas!

Morrerão amargurados.
Podem dançar na noite,
Celebrarem a madrugada.

Mas o amanhã já vem.
E brilharemos em demasia,
Não por sermos melhores,

Não por sermos corretos,
Ou por sermos bons,
Mas por relevarmos o oculto!